A SABMiller está unindo forças com a turca Anadolu Efes para se tornar a segunda maior cervejaria na Rússia, em um negócio que dá ao grupo sediado em Londres 24 por cento de participação na companhia que lidera o mercado de cerveja na Turquia.
A SABMiller, que no mês passado comprou a australiana Foster's por 10 bilhões de dólares, disse nesta quarta-feira que, com o acordo, ficará atrás da Carlsberg no quarto maior mercado de cerveja do mundo e que cortará 120 milhões de dólares por ano em custos.
Sob o acordo, a SABMiller vai transferir as operações de cerveja russa e ucraniana por uma participação de 24 por cento na Efes Anadolu, do Anadolu Group, controlado pelas famílias turcas Yazicilar e Oxilhan, que detêm 42,8 por cento.
A aliança será o foco de interesses de ambos os grupos na Turquia, Rússia e antiga União Soviética, Ásia Central e Oriente Médio, e resultará em 89 por cento de participação do grupo turco no mercado nacional de cerveja.
O acordo avalia em 1,9 bilhão de dólares os negócios russo e ucraniano da SABMiller.
"A aliança estratégica pode, de alguma maneira, ir contra a preocupação dos investidores sobre a exposição da SABMiller à Europa, já que o acordo reforçará a posição do grupo na Rússia", disse o analista Martin Deboo, da Investec Securities.
Fonte: Exame
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
domingo, 9 de outubro de 2011
Negócio de 80 bilhões de dólares para AB InBev
A AB InBev não comenta as especulações sobre seu interesse na SABMiller, segunda maior cervejaria do mundo. Procurada por Exame.com após a divulgação pelo portal IG de que a empresa estaria negociando a compra da inglesa por 80 bilhões de dólares, a companhia informou que “não comenta rumores de mercado”.
Após a notícia, a SABMiller teve a maior alta em quase três anos na bolsa de Londres. A empresa também se recusou a comentar a informação. Em setembro, a SABMiller, que fabrica as cervejas Aguila, Balboa e Coors Light, fechou a compra da australiana Foster’s por cerca de 9,9 bilhões de dólares australianos.
No começo do mês, a AB InBev afirmou que planeja investir mais de 1 bilhão de dólares em suas cervejarias nos Estados Unidos e em outras instalações até 2014. O objetivo da expansão é estimular o crescimento no seu maior mercado.
A cervejaria divulgou em agosto que seu lucro líquido no segundo trimestre subiu 26%. O corte de custos nos Estados Unidos e o aumento de preços no Brasil contribuiram para esse crescimento. O Brasil é o segundo mercado mais importante para a companhia.
Urkontinent foi criada por funcionários da Google
Buscas, mapas, traduções, redes sociais e agora... cerveja. Cansados de beber cervejas de outras marcas, os funcionários do Google criaram a sua própria bebida.
Chamada Urkontinent (será que o Orkut participou do desenvolvimento ou nome está mais para a incontinência urinária provocada pela bebida?), a cerveja do estilo Belgian Dubbel será fabricada em parceria com a microcervejaria Dogfish Head.
Para desenvolver a receita, os funcionários do Google criaram um fórum onde cada participante fez a sugestão de um ingrediente. Entre eles está o mel extraído de uma colmeia do Googleplex. Outras especiarias da América do Sul, da África e da Austrália atribuem à cerveja do Google o ar cosmopolita da empresa.
Para provar a cerveja pela primeira vez, o “time de desenvolvedores” realizou um Hangout no Google+.
De acordo com o site CNet, o Google não pretende comercializar a bebida. Por enquanto, a Urkontinent será apreciada apenas pelo seu time de funcionários.
Foster's dá à SABmiller a liberança no mercado australiano de cervejas
A SABMiller acertou a compra da Foster's nesta quarta-feira, em uma operação que avalia a cervejaria da Austrália em 9,9 bilhões de dólares australianos (10,2 bilhões de dólares).
Como parte do negócio, que dá à SABmiller a liberança no mercado australiano de cervejas, a Foster's pagará um retorno de capital de 0,30 dólar australiano por ação e um dividendo final para o ano até 30 de junho. Com isso, o valor total da transação, incluindo dívidas, é de 11,5 bilhão de dólares australianos.
"Estamos felizes por ter chegado a um acordo sobre uma transação recomendada que será apresentada aos acionistas da Foster's", disse o presidente-executivo da SABMiller, Graham Mackay, em comunicado.
A cervejaria com sede em Londres lançou uma oferta inicial de 9,5 bilhões de dólares australianos, ou 4,90 dólares australianos por ação, em 21 de junho. Em seguida, fez uma oferta diretamente aos acionistas da Foster's pelo mesmo preço, em 17 de agosto, mas a Foster's rejeitou ambas as tentativas afirmando que os valores eram muito baixos.
A SABMiller diz que a oferta faz parte de sua estratégia de criar uma expansão mundial de seus negócios principalmente em mercados emergentes da África, América Latina, Ásia e Europa Oriental.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Bud Music Live
No Brasil há menos de um mês, a cerveja Budweiser criou a Bud Music Live para se aproximar das produtoras musicais Time For Fun, XYZ Live e Plan Music. A marca vai patrocinar os principais shows internacionais, que acontecem a partir do segundo semestre deste ano.
Entre as atrações contempladas pela plataforma estão Eric Clapton, Pearl Jam, Red Hot Chilli Pepers, Rihanna, Judas Priest, Systen of Down, Aerosmith, Roger Waters, Kate Perry e Britney Spears.
Com a Bud Music Tour, a marca, que vai integrar o portfólio premium da Ambev, proporcionará momentos memoráveis aos fãs de música.
A Budweiser já esteve presente nos shows das lendas do rock Whitesnake e Judas Priest, que aconteceram em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, nos dias 10, 11, 13 de setembro, e também estará na apresentação de Brasília, que acontece no dia 15.
Ainda em setembro, a marca patrocina a turnê brasileira da cantora Rihanna, o show do Red Hot Chilli Pepers e a apresentação de Kate Perry, ambos em São Paulo.
Em outubro, a Bud Music Live apoia a passagem de Eric Clapton pelo Brasil e os shows do Aerosmith e Systen of Down, na capital paulista. No mês seguinte, a marca vai estar presente nas apresentações do Pearl Jam e de Britney Spears. Até o fim de 2011 serão mais de 20 shows em diversas cidades brasileiras.
Por meio da nova plataforma, a cerveja americna vai investir em ações voltadas aos consumidores, como bares temáticos, copos 3D e promoções.
“Budweiser é uma marca internacional, cool e antenada com o mundo. A marca apoia eventos de grande mobilização internacional em diferentes países.
E no Brasil, nada melhor do que estar presente nos principais shows mundiais que vão acontecer este ano. É uma forma de interagir com o nosso público, que é fã de boa música”, explica Stella Brant, gerente de marketing premium da Ambev.
Entre as atrações contempladas pela plataforma estão Eric Clapton, Pearl Jam, Red Hot Chilli Pepers, Rihanna, Judas Priest, Systen of Down, Aerosmith, Roger Waters, Kate Perry e Britney Spears.
Com a Bud Music Tour, a marca, que vai integrar o portfólio premium da Ambev, proporcionará momentos memoráveis aos fãs de música.
A Budweiser já esteve presente nos shows das lendas do rock Whitesnake e Judas Priest, que aconteceram em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, nos dias 10, 11, 13 de setembro, e também estará na apresentação de Brasília, que acontece no dia 15.
Ainda em setembro, a marca patrocina a turnê brasileira da cantora Rihanna, o show do Red Hot Chilli Pepers e a apresentação de Kate Perry, ambos em São Paulo.
Em outubro, a Bud Music Live apoia a passagem de Eric Clapton pelo Brasil e os shows do Aerosmith e Systen of Down, na capital paulista. No mês seguinte, a marca vai estar presente nas apresentações do Pearl Jam e de Britney Spears. Até o fim de 2011 serão mais de 20 shows em diversas cidades brasileiras.
Por meio da nova plataforma, a cerveja americna vai investir em ações voltadas aos consumidores, como bares temáticos, copos 3D e promoções.
“Budweiser é uma marca internacional, cool e antenada com o mundo. A marca apoia eventos de grande mobilização internacional em diferentes países.
E no Brasil, nada melhor do que estar presente nos principais shows mundiais que vão acontecer este ano. É uma forma de interagir com o nosso público, que é fã de boa música”, explica Stella Brant, gerente de marketing premium da Ambev.
Brahma Inspirada em Kate e William
A Brahma encerrará no próximo sábado o sigilo que vinha fazendo em torno de sua nova campanha, em que diz promover o casamento da lata com o copo.
Na data, a marca lançará a "Brahma Copaço", uma lata que se 'transforma' em copo por meio de um sistema de abertura total da tampa.
De acordo com a Brahma, a criação do produto foi baseada em grupos de pesquisas mensais realizados pela Ambev, com mais de 2,5 mil pessoas.
Nos levantamentos, a equipe de inovação da marca conlcuiu que existe uma preferência do público por consumir a cerveja com a experiência do copo, mas com a conveniência da lata.
O "Copaço" será vendido em latas de 350 ml e pode ser encontrado em supermercados de São Paulo.
Livremente inspirada no casamento real inglês, a campanha de lançamento da nova embalagem foi criada pela agência Africa e terá duas fases.
Na primeira, iniciada no último dia 25, um teaser com várias referências ao ritual inglês foi ao ar com a notícia do casamento entre a Brahma e o copo e especulações sobre seu motivo.
A lata e o copo, tratados como celebridades, tiveram sua "união" divulgada em revistas sociais de todo o país, trazendo até especulações de uma suposta "gravidez" da lata.
A segunda fase, que começa no próximo sábado (3), traz um filme contando os fatos marcantes do relacionamento, passando pelo casamento e resultando no nascimento da Brahma Copaço.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Japonesas entraram em uma corrida por aquisições no exterior
Armadas com crédito barato e fortalecidas pela solidez do iene, as grandes cervejarias japonesas correm para expandir a presença no exterior por meio da aquisição de marcas de alcance local, especialmente, na região da Ásia-Pacífico.
Na operação mais recente, a Asahi Breweries, segunda maior cervejaria do país em vendas acertou a compra da Independent Liquor, empresa líder em coquetéis prontos para beber na Nova Zelândia, por 1,5 bilhão de dólares neozelandeses (US$ 1,2 bilhão).
É a quarta aquisição da Asahi no ano, em seus esforços para alcançar a arquirrival Kirin.
A cervejaria concorrente anunciou duas compras no ano – na China e no Brasil [a aquisição da Schincariol, anunciada este mês] -, depois de uma série de investimentos nos últimos anos, que deram à líder em vendas do setor no Japão maior presença fora de seu mercado doméstico.
A Suntory, terceira maior em vendas e dona da Orangina Schweppes, que tem sede na Europa, e do Frucor Group, da Nova Zelândia e Austrália, deverá ficar sob novas pressões para tentar outras aquisições, depois de ter perdido a disputa pela Independent Liquor, segundo executivos de bancos de investimento.
As cervejarias japonesas entraram em uma corrida frenética por aquisições no exterior, para compensar a situação do mercado interno, afetado pelo declínio na população. Além de trazer o crescimento que lhes foge no Japão, a expansão internacional deve permitir às cervejarias do país usar sua experiência, como em controle de qualidade e desenvolvimento de produtos, para elevar o valor das operações adquiridas e dos próprios grupos.
A rede de fábricas e centros de distribuição absorvidos com as empresas adquiridas em regiões relativamente próximas deverão tornar as cervejarias mais eficientes. A Asahi destacou que as 15 fábricas e 27 centros de distribuição às quais o grupo terá acesso deverão melhorar a eficiência na gestão de sua cadeia de abastecimento na região da Ásia-Pacífico.
A inconstância dos consumidores e a feroz concorrência no mercado interno deixam as cervejarias japonesas sob constante pressão para lançar novos produtos, alguns dos quais ficam no mercado menos de um ano.
“Temos muitas gavetas das quais tirar novos produtos”, diz um representante da Kirin.
“Na Ásia, que é um mercado em crescimento, essa capacidade pode trabalhar a seu favor”, afirmou o analista Tokushi Yamasaki, especializado no setor de cerveja na Daiwa Capital Markets, em Tóquio.
A Kirin trabalha com a Fraser and Neave, maior cervejaria na Malásia e Cingapura, na qual comprou participação em 2010, e com a Lion, sua subsidiária na Austrália, em lançamentos que reunirão a capacidade de desenvolvimento de produtos dos três grupos, segundo um representante da empresa.
Com a Lion, por exemplo, cujas operações concentram-se no setor de leite, a Kirin trabalha para desenvolver uma série de produtos prontos para beber não alcoólicos, segundo a empresa.
A Asahi apontou como motivo para a nova aquisição a possibilidade de usar a experiência da Independent Liquor em coquetéis prontos para beber, à base de vodca e uísque bourbon, para desenvolver novos produtos no mercado japonês.
Outra área em que as empresas japonesas acreditam ter capacidade para agregar valor a suas aquisições é a tecnologia.
A falta de experiência das empresas do Japão em administrar grupos estrangeiros significa que “eles não conseguiriam realmente agregar muito em termos de gestão às aquisições internacionais”, disse o analista Nigel Muston, que cuida do setor de bens de consumo no Crédit Agricole, em Tóquio.
“Não temos visto muita coordenação internacional [...] na troca de capital intelectual”, afirmou Muston. Isso poderia ajudar a explicar em parte porque o valor de mercado da Kirin não aumentou em US$ 14 bilhões – que é o valor aproximado gasto pela companhia em fusões e aquisições -, desde que entrou na onda de compras, destacou.
“Ainda está por ser visto se [os grupos de bebidas japoneses] serão bem-sucedidos no exterior”, disse Yamasaki. Mas “eles não têm escolha”, acrescentou.
“Não será fácil concretizar o cenário sonhado, mas está claro que se eles se restringirem a seu mercado doméstico, simplesmente encolherão.”
Fonte: Valor Econômico
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